Rio de Janeiro e Espírito Santo rasgam Constituição Federal ao querer mais dinheiro do petróleo que outros Estados

O Governo do Rio de Janeiro e do Espírito Santo fizeram hoje, duas manifestações paralelas em que pediam para continuar com mesada maior na distribuição dos royalties vindos do petróleo. Eles não admitem que outros Estados podem receber mais dinheiro.

Os dois estados são os que mais recebem royalties do petróleo e não aceitam partilhar o dinheiro de forma mais justa com os demais Estados.

A visão de que merecem mais do que os outros Estados, apresentada pelos governadores Sérgio Cabral e Renato Casagrande, mostra que Rio de Janeiro e Espírito Santo não pensam no crescimento de todo o Brasil. E isto é contra vários trechos da Constituição da República.

Somos, acima de tudo, UM PAÍS e não o amontoado de Estados independentes. “Constituir uma sociedade livre, justa e solidária” é apenas um clichê do documento ou, de fato, estes dois políticos  realmente estão comprometidos com isto?

Protesto reuniu menos do que o esperado pelo Governo do RJ apesar das "ajudinhas" (foto: Genilson Araujo / Agência O Globo)

Como foram os protestos

No Rio de Janeiro, haviam cerca de 20 mil reunidos nas ruas por volta das 16h30, segundo a Folha de São Paulo. Eram aguardadas 100 mil pessoas no protesto, que contou com quatro trios elétricos e quatro carros de som. Samba, funk, música eletrônica. Tinha para todos os gostos no ato político que virou Carnaval.

A quinta-feira foi de ponto facultativo na Capital e em outras 50 cidades, para facilitar a ida dos manifestantes. O transporte coletivo também foi liberado para quem usou trem, metrô e barcas.

Outro grande recebedor da gorda mesada vinda do petróleo, o Governo capixaba agregou 5.000 pessoas em Vitória. O clima de Folia de Momo era o mesmo e contou com a presença do cantor Dudu Nobre. Os servidores públicos também foram dispensados com a decretação de ponto facultativo.

Por que esperneiam?

Em outubro, o Senado Federal aprovou o projeto do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) que redistribui as receitas do petróleo. O texto ainda terá que passar pela Câmara dos Deputados antes de seguir para a sanção da presidenta Dilma Rousseff.

 

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