Falta pouco para o Estado decretar falência administrativa e operacional?

Colombo comemorou eleição em primeiro turno, mas o que comemorar depois de seis meses de mandato?
Colombo comemorou eleição em primeiro turno, mas o que comemorar depois de seis meses de mandato?

Em seis meses de mandato, o governador Raimundo Colombo só enfrentou turbulências. Seja por incompetência de algum administrador direto ou por acúmulo de erros administrativos anteriores (e continuados, em alguns casos), o fato é que Santa Catarina agoniza por soluções urgentes.

Neste primeiro semestre do ano e do governo do lageano Colombo, duas fugas do complexo penitenciário da Agronômica, no Centro da Capital, uma greve na educação que já dura quase dois meses e o eterno diagnóstico situacional que nunca termina.

Neste domingo, 3, por exemplo, mais um encontro da equipe do governador com os grevistas terminou sem nenhum sucesso. Em 184 dias de governo completados hoje, 44 foram com a classe dos professores paralisada.

Na segurança, mesmo que não haja uma paralisação, a situação já é calamitosa. Em duas oportunidades, fugiram mais de 150 presos, que não precisaram de muito esforço. Investimentos nesta área? São insuficientes ou mal aplicados.

Em todas as conversas de que participo, fica claro que os problemas foram herdados pelo antigo mandatário, mas também transparece a falta de habilidade em desatar os nós (em casos como o da educação, aparentemente simples).

Nem mesmo quando se fala em infraestrutura, a situacao está tranquila. Não foram poucas as vezes em que eu mesmo ouvi o setor empresarial reclamar de que há enorme carência em manter o que é próprio, se associar ao Governo Federal para trazer mais recursos ou ainda fiscalizar o que é terceirizado.

Quer um caso clássico? A duplicação da BR-101 e seus detalhes, que se tornaram maiores do que a obra em si. O tal anel viário, que pretende desviar o fluxo local da rodovia federal deveria estar pronto no ano que vem, mas nem mesmo o projeto existe.

Um dos redutos em que (pelo menos, por enquanto) há conforto é a saúde.  É verdade que ainda não há grandes feitos nesta pasta, como se esperava, mas também não há reclamações maiores.

Colombo já foi prefeito por três oportunidades, já presidiu as estatais de água e energia do estado (Casan e Celesc), além de ter sido secretário estadual por várias vezes e em várias pastas. Ah, claro, também foi senador por Santa Catarina, mas abriu mão de metade do mandato para se tornar governador.

Sou crítico quanto ao modus operandi de Raimundo Colombo e sua equipe, mas torço pelo sucesso de sua administração, pois sei que o seu fracasso será a consagração da incompetência administrativa e operacional. E isto será o prejuízo para o estado em que nasci e amo.

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