Comprovado: corporações que elegem mais políticos recebem mais recursos públicos

Publicado: 19/12/2011 por Danilo Duarte em Assuntos Jornalísticos
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Influência ajuda a ter verba liberada, segundo estudoEmpiricamente, todos já tinham essa noção, mas agora um estudo, elaborado por quatro instituições confirma estas concepções. A pesquisa demonstrou que conexões políticas ajudam a obter empréstimos. O material foi divulgado pela Univali (Universidade do Vale do Itajaí) recentemente.

Conforme o estudo, as empresas que usam doações de campanha para construir boas relações políticas são as que têm mais acesso aos empréstimos do  com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

O resultado foi concluído pela pesquisa realizada em conjunto por estudiosos do Insper, da Universidade de Harvard, da Fundação Getúlio Vargas e da Univali.

Segundo o estudo, para cada deputado, governador, senador e até presidente da República eleito com seu apoio, uma empresa recebe do BNDES, em média, US$ 28 milhões na forma de empréstimos ou por meio de financiamentos a projetos de infraestrutura dos quais participa.

A conclusão e o cálculo são baseados em um exercício matemático feito com informações de 289 companhias abertas e da Justiça Eleitoral. Para realizar o estudo, os pesquisadores mapearam, nas eleições de 2002 e 2006, quem foram os candidatos que receberam contribuições para suas campanhas, quantos se elegeram e quantos não foram eleitos.

A pesquisa demonstrou, ainda, que as empresas que têm maior probabilidade de receber recursos do BNDES não são as que doam mais e sim as que conseguem eleger mais candidatos, independente se são ou não da base do governo.

Além disso, segundo a pesquisa, não existe uma relação direta entre eleger um candidato e receber o recurso do BNDES. Os dados indicam é que uma empresa que se conecta com políticos eleitos tem probabilidade maior de receber recursos. Ou seja, ao doar, a empresa pode ser mais acionada pelo governo para participar de projetos públicos ou ações de política industrial.

O objetivo dos pesquisadores, ao desenvolver o estudo, foi lançar a discussão sobre dúvidas que com frequência rondam o BNDES e responder se as conexões políticas das empresas influem nas decisões do banco.

O estudo analisou as campanhas de 2002 e 2006 e foram consideradas as doações feitas a candidatos a presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual.

Eu bem que tentei ao menos uma audiência, quando estive lá na sede do banco, em 2007, mas não deu certo :(

Eu bem que tentei ao menos uma audiência, quando estive lá na sede do banco, em 2007, mas não deu certo :(

Comentários
  1. Adriano Assis disse:

    Legal ver um estudo demonstrando isso, mesmo que todo mundo já saiba. Infelizmente as coisas andam funcionando desse jeito por aqui e nem dá pra criticar só políticos e empresários não. O ranking dos mais votados costuma seguir a mesma ordem do ranking dos candidatos que mais gastaram.

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