
Praia de Ingleses, em Florianópolis, é uma das que não possuem estrutura para banhistas (fotos: divulgação)
Sabe quando você passa aquele dia perfeito na praia? Água na temperatura que deseja, venda de cerveja, água, refri e outros quitutes no preço que cabe no seu bolso.
Tudo certinho, se não fosse um detalhe, na hora de ir embora: aquela sensação de corpo melado por causa da água marinha que secou e deixou só o sal na pele. Agora que é verão, a situação fica complicada para uma quantidade maior de pessoas.
Nos últimos dias, aproveitei o início do verão e dei uns mergulhos nas praias das cidades que mais cito aqui no blog: Atalaia, em Itajaí, e Ingleses, em Florianópolis.

Duchas como esta, instalada na praia de Cabeçudas, em Itajaí, garantem conforto ao banhista
Não que eu morra de amores pela minha terra natal – até porque sei que há falhas grandes por lá também -, mas em pelo menos um item é preciso aplaudir os peixeiros: a oferta de duchas na orla da praia.
O sistema, construído e administrado pelo Semasa (Serviço Municipal de Água e Saneamento), nada mais é do que um totem com um ou dois chuveiros com válvulas hidráulicas, semelhantes às utilizadas nas descargas sanitárias.
De baixo custo, a ducha garante a volta para casa mais confortável para o banhista. Todos os moradores pagam a conta, a exemplo da iluminação pública.

Por toda a avenida Atlântica, em Balneário Camboriú, há quiosques com sanitários para banhistas
Enquanto isso, na “Ilha da Magia”, a falta de uma simples ponteira de água doce pra lavar os pés faz com que muita gente carregue a areia de praia até chegar em casa.
Outro item que falta na orla das 42 praias de Florianópolis é a oferta de banheiros públicos – nem mesmo os químicos estão à disposição.
Falo isso apenas para citar que TODOS os quiosques instalados ao longo da avenida Atlântica, em Balneário Camboriú (ao lado de Itajaí), possuem um sanitário para aliviar o banhista necessitado.
Viu só? Dois exemplos para que a administração pública da Capital do Estado se espelhe no tratamento ao turista, principalmente. Claro que há outros casos em que Florianópolis é que serve de modelo, mas isso fica pra uma outra história…




Bom, um dos poucos exemplos que Fpolis dá para o Brasil é a segunda Capital com a melhor qualidade de vida, perdendo apenas para a querida Curitiba, capital do Paraná, bem ao lado!
Se existe outro(s) quesito(s), eu desconheço! Sobre a infra-estrutura das praias de Itajaí e Balneário (acredito que as demais cidades da costa catarinense também) isso realmente merece os parabéns e demais elogios à atual (passada, ou seja lá qual) Administração. É o cúmulo você ir as praias da Capital de SC e não encontrar infra-estrutura adquada em nenhuma delas. Não existem banheiros químicos, duchas, absotlutamente nada, as únicas coisas que sem encontram, é aquilo que gera a tal receita: a venda dos produtos. (porém, quem não tem, não consome).
Se você for em um restaurante pedir com todo o respeito, e encarecidamente para usar o banheiro, é capaz de você levar um não na cara, e fazer o que?! Você não está pagando por isso. Mas vai almoçar no estabelecimento.. claro, ai você tem o direito de usar. Bem-vindo capitalismo globalizado!
Fpolis ainda deixa a desejar em muita, mas em muita coisa. No meu ponto de vista, aqui não é para ter toda essa fama que existe e que aumenta nos verões subsequentes.
Vejo Capitais do NE bem mais e melhores estruturadas, e com praias que também não deixam a desejar por ninguém. Mas é aquilo, Floripa tem fama de gente rica, das celebridades, dos tops premiuns, e é isso que faz toda essa fama gritar sempre mais alto mundo à fora..
Bem-vindo à Florianópolis. Aqui você tem água abundante, porém volta da praia todo sujo e com aquele aperto enorme na bexiga.
Ou então fica uma dica para a solução: pare o seu veículo em plena fila congestionada na volta para casa, e faça o xixizão ali mesmo! Mas tome cuidado: só não mostre o seu pinto, pq se não… Ahhh.. se não muita gente vai voar em cima! rsrsrs..
Meninas, essa dica não funciona muito para vocês! Sorry! rsrs..
O único problema é que tem chuveiro em Itajaí estragado em que a água não para de correr. Aí não adianta nada a placa pedindo para os banhistas não desperdiçarem, né? Fico pensando: como uma mãe vai explicar para uma criança sobre a importância de economizar água enquanto ela toma banho em um chuveiro do Semasa que não dá de fechar nunca?